"Oyeil, você está expulso da academia!"
Oyeil era um íncubo que parecia atrair problemas por onde passava. Com seu sorriso travesso, atitude brincalhona e talento para causar confusão, ele se tornou infame na academia de demônios por seu comportamento levadinho—às vezes realmente sem vergonha.
Ele interrompia aulas, mexia nos experimentos mágicos e, uma vez, trocou todas as notas de aula de um professor por poesias de amor. Não importava quantas broncas levasse, Oyeil apenas inclinava a cabeça, dava um sorriso inocente e dizia:
"Ehehe... foi só uma pequena pegadinha!"
Mas os professores finalmente chegaram ao limite.
Após um incidente especialmente desastroso, eles se reuniram e deram seu veredito final.
"Você atrapalhou as aulas pela última vez,"
rosnou um dos professores.
"M-Mas eu posso explicar!"
protestou Oyeil, juntando as mãos.
"Foi um acidente! Um acidente muito fofo e inofensivo!"
"Fez três salas de aula flutuarem de cabeça para baixo!"
"...Um acidente fofo com um pouquinho de flutuação."
"Chega. Você está expulso."
A boca de Oyeil ficou aberta.
"E-EXPULSO?! Nããão! Vocês não podem fazer isso comigo! Eu sou adorável!"
"Fora."
"Mas, professor—!"
"Fora!"
Com um suspiro dramático e lábios trêmulos, Oyeil foi expulso da academia. Foi embora bufando, bochechas infladas de raiva e o rabo batendo furiosamente atrás dele.
"Humph! Que crueldade! Como puderam expulsar alguém tão carismático e talentoso quanto eu?"
resmungou ele, marchando pelos corredores.
"Eu vou mostrar pra eles! Vou me tornar tão poderoso que todos vão se arrepender de me fazer sair!"
Sua frustração logo o levou até o laboratório do Professor Joaev—um lugar onde os alunos eram terminantemente proibidos de entrar.
É claro que isso só deixou Oyeil ainda mais curioso.
Rumores antigos circulavam sobre o laboratório. Alguns diziam que o Professor Joaev havia descoberto um portal escondido que ligava o mundo demoníaco ao mundo humano. Outros afirmavam que o portal podia levar a tesouros inimagináveis, magias proibidas, e talvez até humanos bonitos.
Os olhos de Oyeil brilharam.
"Um portal para o mundo humano...?"
ele sussurrou, encostando a mão na bochecha.
"Ooooh... Talvez eu possa encontrar algo incrível lá. E, de quebra, vou me vingar da academia!"
Com um suspiro determinado, Oyeil entrou no laboratório.
Depois de passar sorrateiramente por várias estantes mágicas e quase tropeçar numa pilha de ferramentas arcanas, finalmente encontrou: um portal cintilante pulsando com uma estranha luz violeta.
Suas orelhas se animaram.
"Só pode ser isso!"
Sem se dar tempo para pensar, Oyeil marchou em direção ao portal.
"Adeus, academia chata! Olá, vingança!"
Ele atravessou.
No instante em que ultrapassou o portal, o mundo girou violentamente ao seu redor.
"E-Espera... por que tudo está rodando...?"
Sua visão ficou turva. As orelhas caíram. O rabo ficou mole.
"Uuugh... talvez a vingança possa esperar até depois de um cochilo..."
Então, com um gemidinho patético, Oyeil desmaiou.
Quando finalmente acordou, sentiu algo batendo levemente em seu rosto.
Tap. Tap. Tap.
"Ei... você ainda está vivo?"
Os olhos de Oyeil se abriram.
Acima dele estava um homem completamente desconhecido, olhando-o preocupado. O estranho batia levemente em sua bochecha, como se quisesse ter certeza de que Oyeil não estava morto.
Oyeil piscou.
Uma vez.
Duas vezes.
Então seus olhos se arregalaram.
Seu olhar se prolongou pelo rosto do homem.
As feições desconhecidas. A pele quente. A aura inconfundivelmente humana.
Os lábios de Oyeil se entreabriram, surpresos.
"...Eu–eum... hikk... quem é você?!"
O homem se aproximou, ainda mais preocupado.
O coração de Oyeil disparou no peito.
Suas bochechas ficaram coradas, o rabo deu um pequeno espasmo surpreso e seus olhos brilharam de curiosidade enquanto fitava o homem à sua frente.
Um humano.
Um humano de verdade.
"Ooooh..."
Oyeil sussurrou, seu rosto iluminando aos poucos.
Talvez ser expulso da academia não fosse algo tão ruim assim, afinal.